Transmitir mensagens... Compartilhar emoções, sensações e vibrações em tons. A música ritmiza meus passos, harmoniza meus pensamentos... A música colore meus sentimentos com notas e segredos, melodias e desejos. Minha música é amar e mostrar amor, viver e mostrar vida. Música é tudo o que preciso saber, sem saber porquê sei. Minha música é viver cantando e cantar vivendo, vivendo a alegria de me ver feliz com ela.
- Ɔarpe Ƒeeling -
Aproveite os sentimentos, as sensações... Aproveite os pequenos momentos da vida que fazem ela valer à pena... Esteja presente!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ah! o mar... Simples na complexidade de se apresentar em tranquilidade e agitação. Sua sonoridade maravilhosa resultante das quebras de ondas que se acalmam fortes na areia fina... Azul, verde, transparente é o mar. O mar é paciente. Mar é pensamento, aconchego, tranquilidade e paz. Olhar o mar é apreciar o belo, o sem fim. É observar o céu que se adentra junto a ele no horizonte. É observar a natureza expondo suas melhores formas vivas. Um esplendor de criaturas que ali vivem e morrem... O mar é um mundo dentro do mundo, denso e colorido, divino e sempre inédito, como a vida.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Otempo
Afinal, que é o tempo?
O tempo é dono de si só... não é submisso a ninguém, quiçá a ele próprio. E nunca nos favorece.
O tempo contempla e controla o próprio destino. Talvez sejam uma coisa só - destinotempo... um único conflito...
O tempo é contraditório... é definido e, ao mesmo 'tempo', amorfo, fluido... por mais que cada um tenha seu próprio tempo, o tempo é absoluto... Não há um outro tempo, um 'segundo' tempo
O tempo passa num compasso - harmônico - demarcado
(contratempo)
Demora... hora... minuto... tic.... tac...
Nada completa o tempo perdido
O tempo se define no intervalo desejado. Num instante...
Num segundo, que é o espaço entre
isso............................ e isso!
isso............................ e isso!
Afinal, que é o tempo!?
O tempo... ah, o tempo!
O tempo é uma criança mimada e esnobe... chantagista.
É ao mesmo tempo palpável e etéreo.
solitário e indeciso
É uma artimanha que Deus criou pro seu próprio conforto, pra que ele não precise gerenciar tudo... Quase um empregado, ou um aplicativo divino.
"Meu tempo não é deste mundo"
Gabriel Aires Corrêa de Sá
29/11/11
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Sozinha
A dor. Não imagino o que seja realmente a dor. Mas creio que é algo que aperta, machuca, fere (muitas vezes profundamente e deixa cicatrizes eternas - quaisquer que sejam estas). Imagino algo escuro, onde penso não ter escapatória; sem fuga. Sem fim. Pode ser mínima ou intensa. Pode me fazer chorar, rir para não chorar... Pode me fazer chorar por alguém que se foi, ou alguém que nunca veio (e não virá). Causada por algo, acidental ou propositalmente, ou simplesmente por alguém que te feriu (normalmente internamente - como uma facada no peito, e quando retirada só resplandece o vazio no lugar escuro). Mas com o tempo, outro alguém, ou um médico - ou Deus - preencha esse vazio (aos poucos, eu sei) e faça com que eu me sinta melhor, amenize a dor. Pode ser uma dor boa, resultado de uma conquista... O alívio de uma dor não significa o fim dela, e o começo, não significa que vai ser para sempre. Uma dor de saudade, por exemplo, é saudável quando não muito árdua. Só não se deve dizer que se sente a dor do outro ou pelo outro. Isso não existe. A minha dor jamais será a sua dor, e pode ser que nem doa em você. O sentir de cada um é diferente - completamente. Pensar, agir, responder e corresponder, ouvir... é de cada um. E cada um não sou eu. Então me deixe em paz com a minha dor.
(Adaptado de um texto meu de 17 de Maio de 2010)
(Adaptado de um texto meu de 17 de Maio de 2010)
domingo, 20 de novembro de 2011
As coisas passam.. e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és. E lembra-te:
TUDO O QUE CHEGA, CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO.
(Fernando Pessoa)
sábado, 19 de novembro de 2011
Semente de dois
Vinha o casal
Às sete em ponto
Ele pronto, o tal,
Ela achava sem sal.
Às sete em ponto
Ele pronto, o tal,
Ela achava sem sal.
Camiseta amassada,
Sapatos no chão.
Reclamava da vida
Sem lembrar da paixão.
Teimosa que só,
Via sombra sem luz,
Sapatos no chão.
Reclamava da vida
Sem lembrar da paixão.
Teimosa que só,
Via sombra sem luz,
Eis que se acendeu...
Num instante a seduz
O famoso Romeu.
Não deixara de ser
Vítima de si mesma
Ciumenta, mulher
Decidida até...
Ele liga sem jeito,
Ela grita de longe,
Palpita no peito
O leito de seu doce
E imperfeito
O famoso Romeu.
Não deixara de ser
Vítima de si mesma
Ciumenta, mulher
Decidida até...
Ele liga sem jeito,
Ela grita de longe,
Palpita no peito
O leito de seu doce
E imperfeito
Ato e alvo de amor
Ela dorme aos prantos,
Resgatando o encanto
Ele bate à porta
Diz que se importa
Ela, pra disfarçar
Enxuga as lágrimas a tempo
Se perde no tempo
Insistindo em negar
Ele a leva ao lugar
Onde brotou o calor
E quando o orgulho cessar
Ela perceberá
O que fez, o que faz
E o que o futuro traz a seu dispor
Ato e alvo:
O amor.
Ela dorme aos prantos,
Resgatando o encanto
Ele bate à porta
Diz que se importa
Ela, pra disfarçar
Enxuga as lágrimas a tempo
Se perde no tempo
Insistindo em negar
Ele a leva ao lugar
Onde brotou o calor
E quando o orgulho cessar
Ela perceberá
O que fez, o que faz
E o que o futuro traz a seu dispor
Ato e alvo:
O amor.
Procura-se nós
Eu ali, você,
Nós, o quê?
Sorrindo por um
Esquecendo a tristeza
Que acalma e foge de si
Só não fuja de mim
A distância distrai
Só te enxergo de perto
E o longe não vem
Mas espero chegar
Senão a ilusão
Qualquer coisa do bem
Ninguém me conhece assim
Só queria a previsão
Agora, antes e depois
Tente me enganar...
Aguça minha falsa timidez
Só a verdade me leva até você
De uma vez só
Devagar...
Talvez.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Pra não dizer...
Falar de flores é tão fácil!... Flor é sempre meiga, delicada, bonita, cheirosa... Não tem muitos desafios. É quase um luxo falar de flor! Flor embeleza qualquer ambiente, compõe qualquer cena, pinta qualquer quadro... Flor tem significado... sempre tem.
Flor seduz.
Flor seduz até mesmo outras flores (flor é quase uma armadilha)...
No entanto, flores são frágeis... Qualquer contato despercebido pode quebrar-lhe o caule fino... Flores procuram esconder seus espinhos (talvez ela nem saiba que os possui)... Flores são dependentes químicas de água, e o mesmo sol que as nutrem é também o que as desidratam... (flores são hipócritas...)
Flores murcham, flores secam, flores morrem e ficam onde estão...
Presas em si.
Mas as flores sempre renascem... as sementes são pingos de mágica. Flores... são divinas e humanas ao mesmo tempo! Flores são contraditórias em essência. Por natureza!
Mas são só flores!
Simples flores. Inocentes, ingênuas e ignorantes... Seguindo sempre o beijo do vento que toca-lhe as petálas.
São flores...
Qualquer flor é flor!
Seja o cravo ou seja a rosa...
-nos cheiremos-
Gabriel Aires Corrêa de Sá
17/11/11
Flor seduz.
Flor seduz até mesmo outras flores (flor é quase uma armadilha)...
No entanto, flores são frágeis... Qualquer contato despercebido pode quebrar-lhe o caule fino... Flores procuram esconder seus espinhos (talvez ela nem saiba que os possui)... Flores são dependentes químicas de água, e o mesmo sol que as nutrem é também o que as desidratam... (flores são hipócritas...)
Flores murcham, flores secam, flores morrem e ficam onde estão...
Presas em si.
Mas as flores sempre renascem... as sementes são pingos de mágica. Flores... são divinas e humanas ao mesmo tempo! Flores são contraditórias em essência. Por natureza!
Mas são só flores!
Simples flores. Inocentes, ingênuas e ignorantes... Seguindo sempre o beijo do vento que toca-lhe as petálas.
São flores...
Qualquer flor é flor!
Seja o cravo ou seja a rosa...
-nos cheiremos-
Gabriel Aires Corrêa de Sá
17/11/11
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Percebendo
Vou me descobrindo... Me des-perdendo.
Aos poucos, com o tempo desperdiçado (talvez)
Acho que aprendi tantas coisas que não sei bem ao certo o que aprendi.. Mas percebi certos detalhes.
Percebi que eu não preciso lutar contra mim mesmo em função de ua imagem idealizada...
Percebi que não se pode apressar as coisas, mas pode-se preparar pra elas e fazer com que o tempo passe de um modo menos sofrível.
Percebi que não é preciso entender pra se aprender, e que qualquer caminho nos leva a algum tipo de aprendizado.
Finalmente percebi que (te juro!) sem amor, não há vida.
[seja esse amor a droga ou a cura]
vicie-se se for preciso ou medique-se se for necessário
mas ame!
sábado, 12 de novembro de 2011
Gotas
Ultimamente não tenho tentado esconder meu rosto enquanto choro... Não sinto mais essa necessidade, essa 'vergonha'... Chorar sempre foi bom pra mim... Mas agora descobri que significa mais do que estar triste, feliz ou emocionado. Porque, agora, quando choro significa que ainda existe alguma coisa, que ainda resta humanidade em mim... algum sentimento, seja ele qual for... Não estou morto por completo.
Quando choro, renasço
L
Você pode ser a minha luz, sim... Inclusive deve ser uma parte da luz que me falta... Mas não quero acabar te ofuscando...
Tenho medo.
Sim, medo mesmo. Mas esse medo, ao contrário dos outros, eu quero manter...
Por enquanto...
Você é luz pra mim, feixe de luz que consegue iluminar parte do meu rosto, em prantos ou não, que arranca um sorriso da minha cara quando não tenho motivos aparentes pra sorrir...
Metade de nós.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
.Pedaço
Onde foi que me perdi? Quando? E como? Como deixei isso acontecer? Cadê aquele cara alegre, animado, engraçado, inteligente, expressivo... Feliz, talvez?
Não sei.
Tento acreditar que nem tudo se perdeu... Tento não acreditar nessas mentiras que acredito serem criadas por mim... Tento sorrir, dizer que vai ficar tudo bem... Que isso passa... Tento não ceder à loucura... Mas é quase impossível não se perder mais ainda...
Porque tudo aquilo que você já foi, que você já pensou, que você já teve certeza, que você já sentiu, que você amou... Simplesmente desapareceu... E você está completamente cheio... De vazio...
Alma turva... Indiferente a tudo... A angústia te consome... E o desespero indescritível te sufoca!... Pensa em tudo e pensa nada ao mesmo tempo... A incerteza te imobiliza, o medo te enjaula, a vergonha te estrangula... E você não sabe mais se está rindo ou se está chorando, ou o porquê disso... Vontade? A única que tenho é a de ter vontade... Quero querer... Qualquer coisa que me faça me sentir um pouco mais vivo...
E a luz? Mais te ofusca do que ilumina... E você tenta fazer de tudo pra não se acostumar com a escuridão! E os cheiros, os gostos, as formas, as cores, os gozos, as pessoas e a vida que corre lá fora...
Passam...
Passam e não te levam... Assim como o tempo... Que demora, mas voa! E as horas se misturam com as semanas que se fundem com meses, que escorrem pelas suas mãos frias... E no final, você olha pra trás... E não vê nada! Como se tudo estivesse num maldito ciclo! E você preso dentro dele! Perdido em si.
Você se sente uma merda.
Mentira...
Merda fede...
Você não tem cheiro, não tem forma, não tem pulso, não tem vida... Você é Ausência.
Não tenho forças nem para gritar.
E as lágrimas já não têm motivos para rolarem... Mas mesmo assim escorrem pelo seu rosto pálido, fosco... Como se fossem esperanças descartadas.
A tristeza não chega nem aos pés disso... Talvez isso seja um pedaço da Morte...
domingo, 9 de outubro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
ELE
Ele sentiu o cheiro dos seus cabelos. Aquele cheiro dela, só dela! Isso o confortou. Era um cheiro bom, doce, macio e acolhedor - assim como ela é. Apreciava os traços belos e suaves do seu corpo e o acariciava com as costas da mão. Ela fechava os olhos e inclinava levemente sua cabeça pra trás, desenhando seu corpo na cama... seus lábios carnudos meio entreabertos... isso o excitava.
Estavam sintonizados (quase que sincronizados), ele tinha certeza - sentia isso.
Calmamente envolveu sua mão esquerda no pescoço dela, formando um molde perfeito. Sua mão direita protegia e apoiava a cabeça dela. Desceu sua mão alcançando seu seio direito. Macio, firme, simétricos... no tamanho certo!
Eram perfeitos... Ela era perfeita... Ele também. Eles eram lindos! Perfeitos simplesmente.
Ela gemia baixinho e isso o excitava mais ainda.Colocou sua cabeça ao lado da dela e soltou o peso do seu corpo sobre o dela. Sentiu cada pêlo, cada toque, cada parte que estava em contato.
Estava lindo. Estava ótimo. Estava gostoso... Estava perfeito!
Do jeito que tinha que ser naquela noite e do jeito que sempre foi. Ele ouviu a respiração dela, quente, abafando seu ouvido. Agarrou-a com mais força. Sentiu que ela se contia para não gemer (ele sentia tudo sobre ela...) e se sentiu orgulhoso de sua transa - mas logo lembrou-se que aquilo era pra ela! Estavam juntos há tanto tempo. Naquele momento os dois eram um só! Sem dúvida!
Estavam em sintonia!
Ele gritou e, em poucos instantes, ela também. Ela gritou mais alto. Tinha sido maravilhoso!
Perfeito!
Estavam em perfeita sintonia.
Sussurrou um "te amo..." no ouvido dela, mas sussurrou tão baixo que talvez ele nem tenha dito...
!...
Estavam sintonizados (quase que sincronizados), ele tinha certeza - sentia isso.
Calmamente envolveu sua mão esquerda no pescoço dela, formando um molde perfeito. Sua mão direita protegia e apoiava a cabeça dela. Desceu sua mão alcançando seu seio direito. Macio, firme, simétricos... no tamanho certo!
Eram perfeitos... Ela era perfeita... Ele também. Eles eram lindos! Perfeitos simplesmente.
Ela gemia baixinho e isso o excitava mais ainda.Colocou sua cabeça ao lado da dela e soltou o peso do seu corpo sobre o dela. Sentiu cada pêlo, cada toque, cada parte que estava em contato.
Estava lindo. Estava ótimo. Estava gostoso... Estava perfeito!
Do jeito que tinha que ser naquela noite e do jeito que sempre foi. Ele ouviu a respiração dela, quente, abafando seu ouvido. Agarrou-a com mais força. Sentiu que ela se contia para não gemer (ele sentia tudo sobre ela...) e se sentiu orgulhoso de sua transa - mas logo lembrou-se que aquilo era pra ela! Estavam juntos há tanto tempo. Naquele momento os dois eram um só! Sem dúvida!
Estavam em sintonia!
Ele gritou e, em poucos instantes, ela também. Ela gritou mais alto. Tinha sido maravilhoso!
Perfeito!
Estavam em perfeita sintonia.
Sussurrou um "te amo..." no ouvido dela, mas sussurrou tão baixo que talvez ele nem tenha dito...
ELA
Ela já não sabia mais se o amava. Mas resolveu não se importar com isso agora, até mesmo porque ela pensava em tudo e nada ao mesmo tempo.
Afinal, estavam juntos!
Estavam os dois ali, um para o outro, não é?...
E ao mesmo tempo que sentia um prazer enorme, sentia também um medo terrível... Ou melhor, pensava em sentir o medo... Ela sentia que sentiria esse medo. Era um medo seco. Quase um retrato de um grito. Mas resolveu não se importar com isso. Decidiu se entregar a ele ali, agora. Só agora...
Afinal, estavam juntos...
Ela estava levemente tonta. Gostava de se embriagar de leve e ele ainda tinha o gosto do vinho nos lábios. Passou as mãos entre os cabelos ondulados dele - do jeito que ele gostava - enquanto ele beijava seu pescoço. Não sabia por quê, mas se esforçava para não fazer não fazer nenhum barulho. Estavam só os dois, poderia gritar se quisesse (e sentira vontade já) mas se conteve. Por vergonha, talvez... Vergonha dele... Mas isso era bobagem!
Afinal... Eles...
Começou a se lembrar de fatos desconexos, memórias sem sentido - como daquela vez que quase foi atropelada por uma bicicleta, ou quando visitar seu primo de 2º grau em Barbacena, ainda criança... ou aquela vez que engasgou com uma bala no meio da prova...
Lembrava disso com o olhar perdido no teto escuro do quarto (ele tremia)
Ela sequer piscava (ele ofegava e tremia)
E isso a incomodava muito! Pensar naquelas bobagens enquanto eles estavam ali! (ele segurou forte em sua cintura)
Ela não queria pensar naquilo! Afinal!...
(ele gritou!)
Ela o amava? Sentiu um pavor imenso! Aterrorizante! Apertou com força seus cabelos! TInha vergonha sim! Não dele, mas de si mesma!!
-Ela gritou!!
ELES
Haviam gozado juntos... Nada mais lindo. Segui-se um instante de silêncio, tão instante que quase passou despercebido, mas foi o suficiente para incomodar... os dois... de alguma forma.
Ele suspirou aliviado. Acariciava seus cabelos longos e lisos, suavemente suados... Ele achava lindo... Achava maravilhoso!... Acariciava suas curvas - perfeitas - enquanto despercebidamente caia no sono... perfeitas...
Ela tremia por dentro. Sentia-se suja, imunda... mas eles eram lindos! Não devia se sentir assim... O braço dele à abreçava pela cintura... teve o reflexo de tirar seu braço de cima dela, vestir-se e ir pra casa... Mas estava apavorada, cansada... com medo... Acabou dormindo, não só de cansaço, mas para fingir que nada disso tinha acontecido... Afinal, era sempre assim.
E afinal - "estamos juntos há 3 anos!" - sentia ele...
E afinal - "estamos mesmo juntos? - já não sabia ela...
Gabriel Aires Corrêa de Sá
26/09/11
Ele suspirou aliviado. Acariciava seus cabelos longos e lisos, suavemente suados... Ele achava lindo... Achava maravilhoso!... Acariciava suas curvas - perfeitas - enquanto despercebidamente caia no sono... perfeitas...
Ela tremia por dentro. Sentia-se suja, imunda... mas eles eram lindos! Não devia se sentir assim... O braço dele à abreçava pela cintura... teve o reflexo de tirar seu braço de cima dela, vestir-se e ir pra casa... Mas estava apavorada, cansada... com medo... Acabou dormindo, não só de cansaço, mas para fingir que nada disso tinha acontecido... Afinal, era sempre assim.
E afinal - "estamos juntos há 3 anos!" - sentia ele...
E afinal - "estamos mesmo juntos? - já não sabia ela...
Gabriel Aires Corrêa de Sá
26/09/11
domingo, 25 de setembro de 2011
Pode ser...
Certeza nunca foi uma das minhas características...
...
aliás... não...
foi sim...
sempre fui certeza da dúvida...
mas certamente nunca duvidei da certeza que teria dúvidas...
pelo menos, eu acho...
?
domingo, 11 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O Sapato
Perdera o sapato em algum lugar... O do pé direito. Não lembrava bem a cor do sapato - estava embriagado demais para isso (devia ser marrom)... E mesmo que lembrasse não faria diferença, pois ele não sabia ao certo onde e como o perdera... Além disso, as cores não eram tão importantes para ele... Tudo parecia ser mais cinza do que o cinza normal de cada dia... O chão gelado e sujo causava um ligeiro incômodo e uma terrível sensação de miséria, e apesar de seu estado lastimável, ele reconhecia isso. Sabia da sua situação. Ele sabia das coisas... Sempre foi muito observador, muito esperto... Não tinha noção clara do que estava fazendo ali, mas de alguma maneira, ele reconhecia que não estava bem. “A que ponto eu cheguei... (?)” – Vivia se perguntando. Ele sabia que a bebida não resolveria os seus problemas, e que vivia perdendo o tempo com bobagens, que precisava perder peso, que tinha que parar de fumar, que devia abraçar mais os filhos e beijar sua mulher com amor... Sabia... Só sabia... Parece que ele se esquecia disso tudo com muita facilidade, ou que ele não queria lembrar que sabia disso tudo. Não sabia se ouvir... Apesar de escutar mil vozes gritando em sua cabeça naquele momento enquanto ele cambaleava... Vozes que vinham correndo, gritavam alguma coisa sem sentido e iam embora, se escondiam em algum lugar em sua cabeça... Segurava firmemente uma garrafa de uísque quase vazia. O céu, pra variar, estava cinza também - parecia que ia chover, mas ele sabia que não iria... Seria muito óbvio e muito clichê... Um passo de cada vez. Passou a mão pelo rosto e subiu até chegar nos cabelos, desarrumando-o ainda mais... Suspirou. Não queria mostrar desespero, mesmo não havendo mais ninguém ali. Outro passo. Tomou o resto do uísque numa golada só, sequer sentiu o gosto da bebida. Mais um passo. Largou a garrafa... E pôs as mãos sobre o parapeito. Ao tocar a ardósia sentiu um arrepio subir sua coluna – estava mais gelada que o chão. Foi lentamente inclinando sua cabeça para ver a altura. Sua gravata ficou suspensa no ar e aquilo o deixou nervoso. E muito. Afastou-se um pouco do parapeito. Permaneceu estático por longos 5 minutos, ouvindo o som dos carros lá embaixo... Olhos vidrados, sem piscar. Sem pensar em nada... Sem conseguir pensar em nada... Voltou a olhar pra baixo. Sua respiração tornou-se mais rápida, rangeu os dentes... Um ódio mortal do mundo se instaurou dentro dele! Subiu rapidamente no parapeito, como se não estivesse bêbado e como se tivesse total certeza de que saltaria!... Mas parou... Talvez tenha sido o vento... Estava ofegante, olhando para baixo... Não estava firme sobre seus pés... Os dedos do pé descalço já estavam além da beirada... Pensou em sua morte... Pensou em como a vida tinha sido difícil para ele e em como o mundo sequer ligava para os seus problemas. Essa seria a forma dele se expressar... Analisou a situação em um milésimo de segundo. Começou a rir baixinho... Rir de si mesmo... As risadas foram aumentando e se transformando em uma gargalhada histérica! “OLHA A QUE PONTO EU CHEGUEI!!” e ria. Ria de si mesmo... Achou aquilo tudo ridículo... Quando ele finalmente parou para tomar ar, foi surpreendido pelo seu próprio grito. Um grito de socorro... ou de liberdade, não se sabe... (Ele também não sabe) Seguido de um choro forte, de soluçar... Por que do choro? Não era por causa dos seus problemas... Era porque ele sabia desde o início!... Sabia que não conseguiria novamente... Ele sabia que não teria coragem para fazer! Ele sabia disso e sabe que tem razão em não saltar! Sabe que, no fundo, ele não quer isso, e que ele se envergonharia de sua atitude, e que, mais no fundo no fundo ainda, ele faria isso com certo orgulho... Orgulho de sofrer calado, orgulho por chamar atenção do mundo, da maneira como ninguém se preocupa... Orgulho por ter dado o recado. Mas ele sabe que não valeria à pena... Ele chorava por saber demais das coisas... Desceu do parapeito, trêmulo, encolhido... De certa forma humilhado e envergonhado... Sentou-se e esparramou-se pelo chão da cobertura... Esperou sua embriaguez passar enquanto fumava o seu último cigarro... Sua cabeça explodia... Ligou para sua mulher avisando que chegaria mais tarde em casa e inventou uma desculpa qualquer... Ficou por ali mais alguns minutos... Brincando de não pensar e se distraindo com coisas simples, como por exemplo, quantas vezes ele conseguiu ouvir risadas vindo lá de baixo na rua, ou tentando abotoar os botões de sua blusa com uma mão só, ou lendo o rótulo da garrafa de uísque e calculando quanto de álcool ele havia ingerido... Coisas assim, apenas coisas... Bebeu as ultimas gotas que se juntaram no fundo da garrafa... Levantou-se e caminhou ainda um pouco zonzo até o elevador... Sentiu uma gota cair no seu nariz, outra no seu rosto, escorrendo pela curva da bochecha, seguindo o caminho já descoberto pelas lágrimas... Começou a chover, afinal de contas... E isso ele não esperava... Disso ele não sabia... Ele não sabia de nada... O elevador chegou... Entrou, ajeitou sua roupa e olhou fixamente para o parapeito... Imaginando que provavelmente estaria ali novamente dentro de alguns dias... Ou algumas horas... Imaginando se seria diferente algum dia, se ele teria coragem para saltar... Ou para enfrentar o mundo, tanto faz... a porta se fechou... Enquanto o elevador descia, olhou para o chão, para seu outro pé, o que estava calçado... Seu sapato era marrom mesmo...
Gabriel Corrêa
8/9/11
8/9/11
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Andado distraído...
Desculpe se não tem me visto por aí...
É que tenho andado sem forças pra andar
E sem vontade de ter força de vontade.
Tenho passado o tempo flutuando
Pensando sobre o mar
Sobre amar
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Malfunction
É assim... é sempre assim!
...
Pelo menos comigo... É assim que funciono... ou 'desfunciono'...Sempre que me perco, fico assim...Não é a primeira vez e gostaria que fosse a última, mas...
Esse sou eu.
Sempre que perco alguém importante me perco também...
Me perco em mim, nos meus pensamentos, nas minhas ideias... Tudo parece tão confiuso... E tudo fica tão seco, tão frio, estático... Morto. Não sei o que dizer. Fico constantemente inconstante. Ansioso, desesperado, insuportável, louco!!Não sei de nada, não penso nada. Inerte, suspenso, vazio...
Mas eu entendo que é a minha maneira de sofrer... Então, ao mesmo tempo que desentendo tudo, eu entendo o que está acontecendo... Eu sei que estou mal. Sei que terei idéias fracas nesse estado. Eu sei que estou frágil e que a insegurança me impede de tentar. Sei que vou pensar em coisas mínimas. Sei que meus momentos de triseza serão muitos e que meus momentos de ira e desespero serão fúteis, porém necessários... Eu sei que fico assim porque foi realmente importante pra mim... Sei que isso passa, por mais que pareça interminável, doentio e desesperador... Passa...
Então a única coisa que me resta é esperar!
E quando passar, eu vou ver tudo com outros olhos! Olhos cheios de vida! Da vida que parecia tão rara e longe! E vou crescer em um dia, o equivalente a cinco anos! E serei muito mais 'eu' do que eu era antes! E vou correr, tocar, ouvir, pular, repirar, voar, sentir, amar e viver com intensidade! Sem mais nem menos, sem mais ou menos!
Mas enquanto isso...
de cama
Sou um doente
Que lamenta a saúde perdida
Se projeta no futuro saudável
Mas que se esqueçe de tomar os remédios...
Gabriel Aires Corrêa de Sá
31/07/11
terça-feira, 26 de julho de 2011
PontoDiretoAo
Não sei se penso ou se sinto... penso se fico sentindo... Fico pensando se penso no que sinto... Sinto que fico pensando em ficar sem sentir... Não sei se fico assim sem pensar... Não sei se fico assim por pensar! Não sei como fico, se penso, se sinto...Aliás, não sei como penso... Não sei como sinto... Não sei se sinto... Não sei se penso...
Não sei.
Não sou.
Talvez?
Gabriel Aires Corrêa de Sá
12/07/11
segunda-feira, 25 de julho de 2011
A Sensível
Foi então que ela atravessou uma crise que nada parecia ter a ver com sua vida: uma crise de profunda piedade. A cabeça tão limitada, tão bem penteada, mal podia suportar perdoar tanto. Não podia olhar o rosto de um tenor enquanto este cantava alegre - virava para o lado o rosto magoado, insuportável, por piedade, não suportando a glória do cantor. Na rua de repente comprimia o peito com as mãos enluvadas - assaltada de perdão. Sofria sem recompensa, sem mesmo a simpatia por si própria.
Essa mesma senhora, que sofreu de sensibilidade como de doença, escolheu um domingo em que o marido viajava para procurar a bordadeira. Era mais um passeio que uma necessidade. Isso ela sempre soubera: passear. Como se ainda fosse a menina que passeia na calçada. Sobretudo passeava muito quando "sentia" que o marido a enganava. Assim foi procurar a bordadeira, no domingo de manhã. Desceu uma rua cheia de lama, de galinhas e de crianças nuas - aonde fora se meter! A bordadeira, na casa cheia de filhos com cara de fome, o marido tuberculoso - a bordadeira recusou-se a bordar a toalha porque não gostava de fazer ponto de cruz! Saiu afrontada e perplexa. "Sentia-se" tão suja pelo calor da manhã, e um de seus prazeres era pensar que sempre, desde pequena, fora muito limpa. Em casa almoçou sozinha, deitou-se no quarto meio escurecido, cheia de sentimentos maduros e sem amargura. Oh pelo menos uma vez não "sentia" nada. Senão talvez a perplexidade diante da liberdade da bordadeira pobre. Senão talvez um sentimento de espera. A liberdade.
Até que, dias depois, a sensibilidade se curou assim como uma ferida seca. Aliás, um mês depois, teve seu primeiro amante, o primeiro de uma alegre série.
Clarice Lispector
-
Li ontém à tarde na praia.
Desdobra aquilo que quis dizer: Ser sensível demais pode te deixar insensível.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Beija-Flor
Quarta feira, andando pela rua, indo pra aula de dança, me lembrei, por motivo nenhum, de algo que me ocorreu há um tempo atrás...
Na verdade há um bom tempo atrás... quase um ano e meio...
Fazia curso de teatro na época... Na PUC (que, por sinal, voltarei a fazer nesse ano também ^^), então eu saía da escola e subia a Brasil até a Praça da Liberdade...
Passando pela frente de uma concessionária, aconteceu uma coisa muito... rara...
Vi dois beija-flores!
Eles brincavam! corriam atrás do outro, rindo! às vezes um parava no ar, esperava o outro se aproximar, e fugia de novo!
Um seguindo o outro, dando voltas rápidas no ar, com tanta graça e beleza que arrancou um sorriso do meu rosto!
Foi tão mágico, tão poético, tão improvável! Beija-flores já são difíceis de se encontrar... E me aparecem dois! Ainda mais no centro!...
Me lembrei de alguém especial... E sorri da minha ingênua interpretação daquela cena... Mas era cabível aquela óptica... Éramos nós ali! Os dois pássaros! Voando juntos, correndo atrás do outro! Nos divertindo, nos amando, nos descobrindo! Dançávamos pelo ar...
.
Os dois beija-flores,
entraram na frente de uma caminhonete prateada e foram atropelados...
Do nada...
Absolutamente do nada!
Eu vi aquilo tudo! foi tudo tão rápido, tanto o antes quanto o depois! Lembro do baque surdo e frio dos dois pássaros contra o vidro. Um baque seco, frio... insensível! Um dos beija-flor sumiu da minha vista... o outro foi parar no meio fio. Ele se debatia, agonizando de dor, trêmulo... Calado...
Parei por alguns instantes...
Fiquei em estado de choque... Como se não tivesse entendido o que tivesse acontecido... Como se eu não quisesse acreditar no que tinha acontecido!...
Como uma coisa tão linda, tão meiga e tão bela... se transformou numa tragédia, assim, num piscar de olhos!... Em menos de um segundo!
Voltei a andar... sem olhar pra trás... como se tivesse presenciado um assassinato, um abuso... e como se eu não tivesse coragem de denunciar...
Fugi
Simplesmente fui pra aula.
Não quis interpretar aquela cena.
(irônico)
Gabriel Aires Corrêa de Sá
15/07/11
domingo, 10 de julho de 2011
...
fodas!
um dia eu me acho por ai!
e depois eu cato os assuntos esparramados pelo chão...
Gabriel Aires Corrêa de Sá
Gabriel Aires Corrêa de Sá
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Bom... esse foi um dos primeiros textos que eu escrevi tentando descrever um pouco o que estava se passando pela minha cabeça... Estava muuuito mais confuso, mais perdido e mais desestabilizado do que hoje me encontro ^^' mas é interessante que eu escrevi em inglês o_o' e tive uma facilidade imensa pra me expressar...
-
My entire life is upside down
Inside this hurricane of emotions
I can't even find myself
Feeling feelingless sometimes
And falling up forever
But never reaching the sky
Even with those angels next to me
Its hard for me to find an answer
To all these unsolvable questions
After all, I'm all by myself
And the only thing I need right now
Is to wake up and open my eyes
And feel the rain falling on my skin
And feel the love coming from my heart
And feel the pain I made you suffer
This is the only way for me
To look inside and understand
All the things that I left behind
Maybe all I need is to forget
Maybe all I need is to remember
Should I stop to think or go forward with no reason?
But as long as I keep trying
Nothing is gonna bring me down
Except for myself
And there is a thing that I strongly believe
That no one is capable of stop loving
And this is what makes me go on!
Only time can show me how
Only faith can push me forth
And only love can make me wish
Sooner or later life teaches you how to live
Sometimes you need to fall to understand
That you need to get up and walk more steadily
Enjoy the moment!
Even if you think that it isn't worth it...
Just do it
Gabriel Aires Corrêa de Sá
06/05/11
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Coisas que fizeram meu dia valer à pena
- Meu cachorro quase morreu engasgado
- Descobri que com uma tarracha da pra se afinar um violão inteiro (gastei 50 conto pra descobrir isso ^^')
- Meu irmão me disse pra fazer teatro... Muito raro isso...
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Me identifiquei bastante com essa música ha algum tempo atrás... A letra é muito doida e a música é boa também
Welcome to the planet
Welcome to existence
Everyone's here
Everyone's here
Everybody's watching you now
Everybody waits for you now
What happens next
What happens next
I dare you to move
I dare you to move
I dare you to lift yourself up off the floor
I dare you to move
I dare you to move
Like today never happened
Today never happened before
Welcome to the fallout
Welcome to resistance
The tension is here
Tension is here
Between who you are and who you could be
Between how it is and how it should be
I dare you to move
I dare you to move
I dare you to lift yourself up off the floor
I dare you to move
I dare you to move
Like today never happened
Today never happened
Maybe redemption has stories to tell
Maybe forgiveness is right where you fell
Where can you run to escape from yourself?
Where you gonna go?
Where you gonna go?
Salvation is here
I dare you to move
I dare you to move
I dare you to lift yourself up off the floor
I dare you to move
I dare you to move
Like today never happened
Today never happened
Today never happened
Today never happened before
- Não Vicie em Pessoas -
Não vicie em pessoas.
Não vicie em pessoas!
Te digo mais uma vez – Não... Vicie... Em pessoas!...
Talvez você não entenda o que eu quero dizer. Provavelmente você deve estar pensando: “Viciar em pessoas?! Esse cara fumou merda ou o quê?” ...Fumar? Em cigarro você pode viciar... Álcool, trabalho, comida, químicos, jogos, Internet, sexo... Em tudo isso você pode viciar, não tem tanto problema... Mas em pessoas... Jamais!
Por quê? Simplesmente porque esse é o vício mais perigoso de todos! É o que mais causa dependência, o que mais possui efeitos colaterais, o que mais deixa seqüelas, o mais difícil de se perceber e, acima de tudo, o mais difícil de largar...
Sabe o que é mais triste? É que a princípio nos viciamos por uma boa causa! Nos viciamos sem querer, nos viciamos sem saber, nos viciamos pelo outro...
Nos viciamos por Amor!
Sim, por amor!
Por amar uma pessoa... Por amar tanto, mas tanto essa pessoa, que no meio daquela explosão de emoções e sentimentos, acabamos nos entregando tão intensamente, tão cegamente que acabamos nos perdendo!... Acabamos ficando sem chão... Sem rumo! Abafamos nossas vontades, ignoramos nossos sonhos, nossos desejos e nossos objetivos em função daquela pessoa! E você se entregou tanto a ela que você nem percebe que já não consegue mais andar sem ela...
Ficar sem pensar nela...
Viver sem ela!
Você acaba se esquecendo de você, pra se lembrar dela...
Mas que mal há nisso! Por que não? Por que não se entregar por completo? Qual o problema de amar alguém tanto assim? Dessa forma nós vivenciamos experiências incríveis, sensações tão envolventes, paixões tão ardentes! Ama tanto esse alguém que você se esquece do resto, porque você não precisa de mais nada! E isso, de fato, é maravilhoso!
Mas o problema é a dependência que se cria quando nos viciamos... Ficamos tão drogados que esquecemos completamente da dura realidade de que nada nessa vida dura para sempre... E que mais cedo ou mais tarde você vai acabar tendo que se separar dessa pessoa... Seja pela distância, por uma briga, por uma viagem... Por uma mudança, uma fase, uma oportunidade... Por um acidente, uma mentira, uma traição, por um outro alguém... Pela morte...
Ou às vezes por motivo nenhum!...
Mas a toxina do amor altera nossa noção de tempo... Forçamos nós mesmos a acreditar que deve ser assim... Imutável, eterno... Queremos ser sempre para sempre!
...
Às vezes... O pingo de consciência que restou em você tentava te alertar...
Algo parecia errado... Você sentia que as coisas não estavam indo bem... Sentia que não deveria continuar... Sentia que era quase certo que vocês já não deveriam estar mais juntos!...
Mas você não tem coragem...
Não tem coragem de acabar com aquilo... Você não é forte o suficiente para machucar essa pessoa... Você não tem moral para fazer ela sofrer! Porque você sabe que ao ver no rosto dessa pessoa escorrer uma lágrima por sua culpa, você se sentiria o maior covarde da face da Terra!...
E é por causa disso, por amor... Por medo... Por egoísmo ou por vício, que você acaba tomando uma atitude mais covarde do que fazer a coisa certa...
Você se mata.
Se mata pela outra pessoa! Se abafa! Se entrega ainda mais pra ela! Se escraviza... Se engana... Se corrompe...
É aí que você se torna absolutamente dependente, submisso a essa droga de pessoa!!
Mas esse vício é tão perigoso, que não percebemos que estamos viciados!... Já nos cegamos demais para entender isso... Tão cegos, que não vemos que agir dessa maneira é a pior coisa a se fazer...
Porque não enxergamos que se matar pelo outro,
É matar o outro também!...
E finalmente o fim chega ao final... Aí você se dá conta da sua situação!... Porque você vê aquela pessoa, o seu amor, a sua droga ir embora! E vai também a parte sua que você entregou pra ela! A parte sua que você descartou, deixou de lado... Então você se sente perdido!...
Sozinho...
Abandonado... E ao mesmo tempo, vazio de si! Porque sem ela não tem você!...
E aí começam os sintomas da abstinência... Tudo, absolutamente tudo, as cores, os cheiros, os gozos, as outras pessoas, a vida!... Tudo não tem mais o mesmo gosto de antes... As coisas não têm mais forma, não têm mais sentido... Não têm mais importância... Tudo se torna tão duro! Seco! Frio! Estático... E as coisas passam... E só passam sem deixar rastro, nem lembranças... E você se perde em seus pensamentos, em suas dúvidas, em sua ausência! Se enlouquece tentando achar possíveis respostas para todas aquelas perguntas sem solução! Se esconde de si... Vítima da insegurança, do medo, da culpa, da vergonha... Sem chão, sem ar, sem nada! Bebendo do seu próprio veneno.
Mais todo tratamento demanda tempo... E por mais que toda essa loucura parece não passar, essas crises de abstinência vão se esgotando... E você desiste de tentar desistir... Entende que você só começa a viver quando decide parar de morrer! E pouco a pouco vai se levantando, recobrando sua consciência, reconstruindo aquilo que se perdeu!... E devagar a vida vai ganhando mais e mais vida! As cores vão ressurgindo, as vontades vão te movimentando e os desejos te impulsionando... Quando se vê, após uma longa, caótica e dolorosa batalha consigo mesmo; você está de pé! Intacto! Refeito! Renascido! Muito mais maduro... Mais forte e pronto para viver novamente!
Desintoxicado!
E você olha pra trás... Vê tudo aquilo que você passou e aprende com todo esse sofrimento que te lapidou! Você levanta a cabeça, olha pra frente e segue seu caminho, disposto a amar novamente! Mas dessa vez, se respeitando, se conhecendo... Se entregando sem se perder! Ciente de si e experimentando momentos, sensações e vivências incríveis que o amor nos proporciona!
Essa é a maldição do Amor:
È ao mesmo tempo a droga e a cura.
Por isso, não vicie em pessoas...
Não ame por vício...
Mas sim,
Vicie em amar!
Basta saber dosar... Afinal de contas, tudo em excesso faz mal.
Gabriel Aires Corrêa de Sá
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