- Ɔarpe Ƒeeling -

Aproveite os sentimentos, as sensações... Aproveite os pequenos momentos da vida que fazem ela valer à pena... Esteja presente!

domingo, 31 de julho de 2011

I'll cry instead


Malfunction

É assim... é sempre assim!
...
Pelo menos comigo... É assim que funciono... ou 'desfunciono'...Sempre que me perco, fico assim...Não é a primeira vez e gostaria que fosse a última, mas...
Esse sou eu.

Sempre que perco alguém importante me perco também...

Me perco em mim, nos meus pensamentos, nas minhas ideias... Tudo parece tão confiuso... E tudo fica tão seco, tão frio, estático... Morto. Não sei o que dizer. Fico constantemente inconstante. Ansioso, desesperado, insuportável, louco!!Não sei de nada, não penso nada. Inerte, suspenso, vazio...
Mas eu entendo que é a minha maneira de sofrer... Então, ao mesmo tempo que desentendo tudo, eu entendo o que está acontecendo... Eu sei que estou mal. Sei que terei idéias fracas nesse estado. Eu sei que estou frágil e que a insegurança me impede de tentar. Sei que vou pensar em coisas mínimas. Sei que meus momentos de triseza serão muitos e que meus momentos de ira e desespero serão fúteis, porém necessários... Eu sei que fico assim porque foi realmente importante pra mim... Sei que isso passa, por mais que pareça interminável, doentio e desesperador... Passa...


Então a única coisa que me resta é esperar!


E quando passar, eu vou ver tudo com outros olhos! Olhos cheios de vida! Da vida que parecia tão rara e longe! E vou crescer em um dia, o equivalente a cinco anos! E serei muito mais 'eu' do que eu era antes! E vou correr, tocar, ouvir, pular, repirar, voar, sentir, amar e viver com intensidade! Sem mais nem menos, sem mais ou menos!

Mas enquanto isso...

de cama

Sou um doente
Que lamenta a saúde perdida
Se projeta no futuro saudável
Mas que se esqueçe de tomar os remédios...

Gabriel Aires Corrêa de Sá
              31/07/11

terça-feira, 26 de julho de 2011

PontoDiretoAo

Não sei se penso ou se sinto... penso se fico sentindo... Fico pensando se penso no que sinto... Sinto que fico pensando em ficar sem sentir... Não sei se fico assim sem pensar... Não sei se fico assim por pensar! Não sei como fico, se penso, se sinto...Aliás, não sei como penso... Não sei como sinto... Não sei se sinto... Não sei se penso...
Não sei.
Não sou.
Talvez?

                 Gabriel Aires Corrêa de Sá
                                12/07/11

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Sensível

Foi então que ela atravessou uma crise que nada parecia ter a ver com sua vida: uma crise de profunda piedade. A cabeça tão limitada, tão bem penteada, mal podia suportar perdoar tanto. Não podia olhar o rosto de um tenor enquanto este cantava alegre - virava para o lado o rosto magoado, insuportável, por piedade, não suportando a glória do cantor. Na rua de repente comprimia o peito com as mãos enluvadas - assaltada de perdão. Sofria sem recompensa, sem mesmo a simpatia por si própria.
Essa mesma senhora, que sofreu de sensibilidade como de doença, escolheu um domingo em que o marido viajava para procurar a bordadeira. Era mais um passeio que uma necessidade. Isso ela sempre soubera: passear. Como se ainda fosse a menina que passeia na calçada. Sobretudo passeava muito quando "sentia" que o marido a enganava. Assim foi procurar a bordadeira, no domingo de manhã. Desceu uma rua cheia de lama, de galinhas e de crianças nuas - aonde fora se meter! A bordadeira, na casa cheia de filhos com cara de fome, o marido tuberculoso - a bordadeira recusou-se a bordar a toalha porque não gostava de fazer ponto de cruz! Saiu afrontada e perplexa. "Sentia-se" tão suja pelo calor da manhã, e um de seus prazeres era pensar que sempre, desde pequena, fora muito limpa. Em casa almoçou sozinha, deitou-se no quarto meio escurecido, cheia de sentimentos maduros e sem amargura. Oh pelo menos uma vez não "sentia" nada. Senão talvez a perplexidade diante da liberdade da bordadeira pobre. Senão talvez um sentimento de espera. A liberdade.
Até que, dias depois, a sensibilidade se curou assim como uma ferida seca. Aliás, um mês depois, teve seu primeiro amante, o primeiro de uma alegre série.

Clarice Lispector
-
Li ontém à tarde na praia.
Desdobra aquilo que quis dizer: Ser sensível demais pode te deixar insensível.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Beija-Flor

Quarta feira, andando pela rua, indo pra aula de dança, me lembrei, por motivo nenhum, de algo que me ocorreu há um tempo atrás...
Na verdade há um bom tempo atrás... quase um ano e meio...
Fazia curso de teatro na época... Na PUC (que, por sinal, voltarei a fazer nesse ano também ^^), então eu saía da escola e subia a Brasil até a Praça da Liberdade...
Passando pela frente de uma concessionária, aconteceu uma coisa muito... rara... 


Vi dois beija-flores! 

Eles brincavam! corriam atrás do outro, rindo! às vezes um parava no ar, esperava o outro se aproximar, e fugia de novo!
Um seguindo o outro, dando voltas rápidas no ar, com tanta graça e beleza que arrancou um sorriso do meu rosto!
Foi tão mágico, tão poético, tão improvável! Beija-flores já são difíceis de se encontrar... E me aparecem dois! Ainda mais no centro!...

Me lembrei de alguém especial... E sorri da minha ingênua interpretação daquela cena... Mas era cabível aquela óptica... Éramos nós ali! Os dois pássaros! Voando juntos, correndo atrás do outro! Nos divertindo, nos amando, nos descobrindo! Dançávamos pelo ar...

.

Os dois beija-flores, 
              entraram na frente de uma caminhonete prateada e foram atropelados... 


Do nada...
Absolutamente do nada!

Eu vi aquilo tudo! foi tudo tão rápido, tanto o antes quanto o depois! Lembro do baque surdo e frio dos dois pássaros contra o vidro. Um baque seco, frio... insensível! Um dos beija-flor sumiu da minha vista... o outro foi parar no meio fio. Ele se debatia, agonizando de dor, trêmulo... Calado...

Parei por alguns instantes...
Fiquei em estado de choque... Como se não tivesse entendido o que tivesse acontecido... Como se eu não quisesse acreditar no que tinha acontecido!... 
Como uma coisa tão linda, tão meiga e tão bela... se transformou numa tragédia, assim, num piscar de olhos!... Em menos de um segundo!

Voltei a andar... sem olhar pra trás... como se tivesse presenciado um assassinato, um abuso... e como se eu não tivesse coragem de denunciar...


 
                                Fugi


Simplesmente fui pra aula.
Não quis interpretar aquela cena.
                            (irônico)

                                    Gabriel Aires Corrêa de Sá
                                               15/07/11

domingo, 10 de julho de 2011

...

fodas!
 
um dia eu me acho por ai!
e depois eu cato os assuntos esparramados pelo chão...

Gabriel Aires Corrêa de Sá
Parece tão simples quando a gente assiste...
Mas não deixa de ser verdade
Créditos à Isa ^^



Ser sensível demais pode te deixar insensível...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bom... esse foi um dos primeiros textos que eu escrevi tentando descrever um pouco o que estava se passando pela minha cabeça... Estava muuuito mais confuso, mais perdido e mais desestabilizado do que hoje me encontro ^^' mas é interessante que eu escrevi em inglês o_o' e tive uma facilidade imensa pra me expressar...


-

My entire life is upside down
Inside this hurricane of emotions
I can't even find myself

Feeling feelingless sometimes
And falling up forever
But never reaching the sky

Even with those angels next to me
Its hard for me to find an answer
To all these unsolvable questions

After all, I'm all by myself
And the only thing I need right now
Is to wake up and open my eyes

And feel the rain falling on my skin
And feel the love coming from my heart
And feel the pain I made you suffer

This is the only way for me
To look inside and understand
All the things that I left behind

Maybe all I need is to forget
Maybe all I need is to remember
Should I stop to think or go forward with no reason?

But as long as I keep trying
Nothing is gonna bring me down
Except for myself

And there is a thing that I strongly believe
That no one is capable of stop loving
And this is what makes me go on!

Only time can show me how
Only faith can push me forth
And only love can make me wish

Sooner or later life teaches you how to live
Sometimes you need to fall to understand
That you need to get up and walk more steadily

Enjoy the moment!
Even if you think that it isn't worth it...
Just do it

            Gabriel Aires Corrêa de Sá
                           06/05/11

quinta-feira, 7 de julho de 2011


minha prima, a desgraça da família... e ela sabe disso

Coisas que fizeram meu dia valer à pena

- Meu cachorro quase morreu engasgado
- Descobri que com uma tarracha da pra se afinar um violão inteiro (gastei 50 conto pra descobrir isso ^^')
- Meu irmão me disse pra fazer teatro... Muito raro isso...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Me identifiquei bastante com essa música ha algum tempo atrás... A letra é muito doida e a música é boa também

 


Welcome to the planet
Welcome to existence
Everyone's here
Everyone's here
Everybody's watching you now
Everybody waits for you now
What happens next
What happens next

I dare you to move
I dare you to move
I dare you to lift yourself up off the floor
I dare you to move
I dare you to move
Like today never happened
Today never happened before

Welcome to the fallout
Welcome to resistance
The tension is here
Tension is here
Between who you are and who you could be
Between how it is and how it should be

I dare you to move
I dare you to move
I dare you to lift yourself up off the floor
I dare you to move
I dare you to move
Like today never happened
Today never happened

Maybe redemption has stories to tell
Maybe forgiveness is right where you fell
Where can you run to escape from yourself?
Where you gonna go?
Where you gonna go?
Salvation is here

I dare you to move
I dare you to move
I dare you to lift yourself up off the floor
I dare you to move
I dare you to move
Like today never happened
Today never happened
Today never happened
Today never happened before

- Não Vicie em Pessoas -


Não vicie em pessoas. 

Não vicie em pessoas! 

Te digo mais uma vez – Não... Vicie... Em pessoas!...
Talvez você não entenda o que eu quero dizer. Provavelmente você deve estar pensando: “Viciar em pessoas?! Esse cara fumou merda ou o quê?” ...Fumar? Em cigarro você pode viciar... Álcool, trabalho, comida, químicos, jogos, Internet, sexo... Em tudo isso você pode viciar, não tem tanto problema... Mas em pessoas... Jamais! 

Por quê? Simplesmente porque esse é o vício mais perigoso de todos! É o que mais causa dependência, o que mais possui efeitos colaterais, o que mais deixa seqüelas, o mais difícil de se perceber e, acima de tudo, o mais difícil de largar...
Sabe o que é mais triste? É que a princípio nos viciamos por uma boa causa! Nos viciamos sem querer, nos viciamos sem saber, nos viciamos pelo outro...
Nos viciamos por Amor! 

Sim, por amor!
Por amar uma pessoa... Por amar tanto, mas tanto essa pessoa, que no meio daquela explosão de emoções e sentimentos, acabamos nos entregando tão intensamente, tão cegamente que acabamos nos perdendo!... Acabamos ficando sem chão... Sem rumo! Abafamos nossas vontades, ignoramos nossos sonhos, nossos desejos e nossos objetivos em função daquela pessoa! E você se entregou tanto a ela que você nem percebe que já não consegue mais andar sem ela...
Ficar sem pensar nela...
Viver sem ela!

Você acaba se esquecendo de você, pra se lembrar dela...

Mas que mal há nisso! Por que não? Por que não se entregar por completo? Qual o problema de amar alguém tanto assim? Dessa forma nós vivenciamos experiências incríveis, sensações tão envolventes, paixões tão ardentes! Ama tanto esse alguém que você se esquece do resto, porque você não precisa de mais nada! E isso, de fato, é maravilhoso!

Mas o problema é a dependência que se cria quando nos viciamos... Ficamos tão drogados que esquecemos completamente da dura realidade de que nada nessa vida dura para sempre... E que mais cedo ou mais tarde você vai acabar tendo que se separar dessa pessoa... Seja pela distância, por uma briga, por uma viagem... Por uma mudança, uma fase, uma oportunidade... Por um acidente, uma mentira, uma traição, por um outro alguém... Pela morte... 

Ou às vezes por motivo nenhum!...

Mas a toxina do amor altera nossa noção de tempo... Forçamos nós mesmos a acreditar que deve ser assim... Imutável, eterno... Queremos ser sempre para sempre! 

...

Às vezes... O pingo de consciência que restou em você tentava te alertar...
Algo parecia errado... Você sentia que as coisas não estavam indo bem... Sentia que não deveria continuar... Sentia que era quase certo que vocês já não deveriam estar mais juntos!... 

Mas você não tem coragem...

Não tem coragem de acabar com aquilo... Você não é forte o suficiente para machucar essa pessoa... Você não tem moral para fazer ela sofrer! Porque você sabe que ao ver no rosto dessa pessoa escorrer uma lágrima por sua culpa, você se sentiria o maior covarde da face da Terra!... 

E é por causa disso, por amor... Por medo... Por egoísmo ou por vício, que você acaba tomando uma atitude mais covarde do que fazer a coisa certa...

Você se mata.

Se mata pela outra pessoa! Se abafa! Se entrega ainda mais pra ela! Se escraviza... Se engana... Se corrompe...
É aí que você se torna absolutamente dependente, submisso a essa droga de pessoa!!

Mas esse vício é tão perigoso, que não percebemos que estamos viciados!... Já nos cegamos demais para entender isso... Tão cegos, que não vemos que agir dessa maneira é a pior coisa a se fazer...

Porque não enxergamos que se matar pelo outro,
                                                   É matar o outro também!...

E finalmente o fim chega ao final... Aí você se dá conta da sua situação!... Porque você vê aquela pessoa, o seu amor, a sua droga ir embora! E vai também a parte sua que você entregou pra ela! A parte sua que você descartou, deixou de lado... Então você se sente perdido!... 

                                                                       Sozinho...

Abandonado... E ao mesmo tempo, vazio de si! Porque sem ela não tem você!...
E aí começam os sintomas da abstinência... Tudo, absolutamente tudo, as cores, os cheiros, os gozos, as outras pessoas, a vida!... Tudo não tem mais o mesmo gosto de antes... As coisas não têm mais forma, não têm mais sentido... Não têm mais importância... Tudo se torna tão duro! Seco! Frio! Estático... E as coisas passam... E só passam sem deixar rastro, nem lembranças... E você se perde em seus pensamentos, em suas dúvidas, em sua ausência! Se enlouquece tentando achar possíveis respostas para todas aquelas perguntas sem solução! Se esconde de si... Vítima da insegurança, do medo, da culpa, da vergonha... Sem chão, sem ar, sem nada! Bebendo do seu próprio veneno.

Mais todo tratamento demanda tempo... E por mais que toda essa loucura parece não passar, essas crises de abstinência vão se esgotando... E você desiste de tentar desistir... Entende que você só começa a viver quando decide parar de morrer! E pouco a pouco vai se levantando, recobrando sua consciência, reconstruindo aquilo que se perdeu!... E devagar a vida vai ganhando mais e mais vida! As cores vão ressurgindo, as vontades vão te movimentando e os desejos te impulsionando... Quando se vê, após uma longa, caótica e dolorosa batalha consigo mesmo; você está de pé! Intacto! Refeito! Renascido! Muito mais maduro... Mais forte e pronto para viver novamente!

Desintoxicado!

E você olha pra trás... Vê tudo aquilo que você passou e aprende com todo esse sofrimento que te lapidou! Você levanta a cabeça, olha pra frente e segue seu caminho, disposto a amar novamente! Mas dessa vez, se respeitando, se conhecendo... Se entregando sem se perder! Ciente de si e experimentando momentos, sensações e vivências incríveis que o amor nos proporciona!

Essa é a maldição do Amor:
 

                             È ao mesmo tempo a droga e a cura.


 
Por isso, não vicie em pessoas...
Não ame por vício...
Mas sim,
Vicie em amar!

Basta saber dosar... Afinal de contas, tudo em excesso faz mal.

                                                       Gabriel Aires Corrêa de Sá