- Ɔarpe Ƒeeling -

Aproveite os sentimentos, as sensações... Aproveite os pequenos momentos da vida que fazem ela valer à pena... Esteja presente!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Otempo

Afinal, que é o tempo?

O tempo é dono de si só... não é submisso a ninguém, quiçá a ele próprio. E nunca nos favorece.
O tempo contempla e controla o próprio destino. Talvez sejam uma coisa só - destinotempo... um único conflito...
O tempo é contraditório... é definido e, ao mesmo 'tempo', amorfo, fluido... por mais que cada um tenha seu próprio tempo, o tempo é absoluto... Não há um outro tempo, um 'segundo' tempo
O tempo passa num compasso - harmônico - demarcado

                  (contratempo)

Demora... hora... minuto... tic.... tac...
Nada completa o tempo perdido
O tempo se define no intervalo desejado. Num instante...

      Num segundo, que é o espaço entre
   isso............................ e isso!

Afinal, que é o tempo!?

O tempo... ah, o tempo!
O tempo é uma criança mimada e esnobe... chantagista.
É ao mesmo tempo palpável e etéreo.
                                   solitário e indeciso

É uma artimanha que Deus criou pro seu próprio conforto, pra que ele não precise gerenciar tudo... Quase um empregado, ou um aplicativo divino.

                                                  "Meu tempo não é deste mundo"


                 Gabriel Aires Corrêa de Sá
                           29/11/11

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sozinha

A dor. Não imagino o que seja realmente a dor. Mas creio que é algo que aperta, machuca, fere (muitas vezes profundamente e deixa cicatrizes eternas - quaisquer que sejam estas). Imagino algo escuro, onde penso não ter escapatória; sem fuga. Sem fim. Pode ser mínima ou intensa. Pode me fazer chorar, rir para não chorar... Pode me fazer chorar por alguém que se foi, ou alguém que nunca veio (e não virá). Causada por algo, acidental ou propositalmente, ou simplesmente por alguém que te feriu (normalmente internamente - como uma facada no peito, e quando retirada só resplandece o vazio no lugar escuro). Mas com o tempo, outro alguém, ou um médico - ou Deus - preencha esse vazio (aos poucos, eu sei) e faça com que eu me sinta melhor, amenize a dor. Pode ser uma dor boa, resultado de uma conquista... O alívio de uma dor não significa o fim dela, e o começo, não significa que vai ser para sempre. Uma dor de saudade, por exemplo, é saudável quando não muito árdua. Só não se deve dizer que se sente a dor do outro ou pelo outro. Isso não existe. A minha dor jamais será a sua dor, e pode ser que nem doa em você. O sentir de cada um é diferente - completamente. Pensar, agir, responder e corresponder, ouvir... é de cada um. E cada um não sou eu. Então me deixe em paz com a minha dor.

(Adaptado de um texto meu de 17 de Maio de 2010)

domingo, 20 de novembro de 2011

As coisas passam.. e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és. E lembra-te:

TUDO O QUE CHEGA, CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO.



(Fernando Pessoa)

sábado, 19 de novembro de 2011

Semente de dois

Vinha o casal
Às sete em ponto
Ele pronto, o tal,
Ela achava sem sal.

Camiseta amassada,
Sapatos no chão.
Reclamava da vida
Sem lembrar da paixão.

Teimosa que só,
Via sombra sem luz,
Eis que se acendeu...
Num instante a seduz
O famoso Romeu.

Não deixara de ser
Vítima de si mesma
Ciumenta, mulher
Decidida até...

Ele liga sem jeito,
Ela grita de longe,
Palpita no peito
O leito de seu doce
E imperfeito
Ato e alvo de amor

Ela dorme aos prantos,
Resgatando o encanto
Ele bate à porta
Diz que se importa

Ela, pra disfarçar
Enxuga as lágrimas a tempo
Se perde no tempo
Insistindo em negar

Ele a leva ao lugar
Onde brotou o calor
E quando o orgulho cessar
Ela perceberá
O que fez, o que faz
E o que o futuro traz a seu dispor
Ato e alvo:
O amor.

Procura-se nós

Eu ali, você,
Nós, o quê?
Sorrindo por um
Esquecendo a tristeza
Que acalma e foge de si

Só não fuja de mim
A distância distrai
Só te enxergo de perto
E o longe não vem

Mas espero chegar
Senão a ilusão
Qualquer coisa do bem
Ninguém me conhece assim

Só queria a previsão
Agora, antes e depois
Tente me enganar...
Aguça minha falsa timidez

Só a verdade me leva
até você
De uma vez só
Devagar...
Talvez.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pra não dizer...

Falar de flores é tão fácil!... Flor é sempre meiga, delicada, bonita, cheirosa... Não tem muitos desafios. É quase um luxo falar de flor! Flor embeleza qualquer ambiente, compõe qualquer cena, pinta qualquer quadro... Flor tem significado... sempre tem.
Flor seduz.
Flor seduz até mesmo outras flores (flor é quase uma armadilha)...
No entanto, flores são frágeis... Qualquer contato despercebido pode quebrar-lhe o caule fino... Flores procuram esconder seus espinhos (talvez ela nem saiba que os possui)... Flores são dependentes químicas de água, e o mesmo sol que as nutrem é também o que as desidratam...    (flores são hipócritas...)
Flores murcham, flores secam, flores morrem e ficam onde estão...
Presas em si.
Mas as flores sempre renascem... as sementes são pingos de mágica. Flores... são divinas e humanas ao mesmo tempo! Flores são contraditórias em essência. Por natureza!

       Mas são só flores!

Simples flores. Inocentes, ingênuas e ignorantes... Seguindo sempre o beijo do vento que toca-lhe as petálas.

São flores...
Qualquer flor é flor!
Seja o cravo ou seja a rosa...

                                   -nos cheiremos-

                              Gabriel Aires Corrêa de Sá
                                         17/11/11

Talvez início?

    E no entanto...
Nada vai mudar enquanto eu sentir com a cabeça
e pensar com o coração.

Instante

A eternidade é  o tempo exato entre o encontro dos olhares

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Percebendo

Vou me descobrindo... Me des-perdendo.
    Aos poucos, com o tempo desperdiçado (talvez)
Acho que aprendi tantas coisas que não sei bem ao certo o que aprendi.. Mas percebi certos detalhes.
Percebi que eu não preciso lutar contra mim mesmo em função de ua imagem idealizada...
Percebi que não se pode apressar as coisas, mas pode-se preparar pra elas e fazer com que o tempo passe de um modo menos sofrível.
Percebi que não é preciso entender pra se aprender, e que qualquer caminho nos leva a algum tipo de aprendizado.

Finalmente percebi que (te juro!) sem amor, não há vida.
   [seja esse amor a droga ou a cura]
vicie-se se for preciso ou medique-se se for necessário

mas ame!

sábado, 12 de novembro de 2011

Gotas

Ultimamente não tenho tentado esconder meu rosto enquanto choro... Não sinto mais essa necessidade, essa 'vergonha'... Chorar sempre foi bom pra mim... Mas agora descobri que significa mais do que estar triste, feliz ou emocionado. Porque, agora, quando choro significa que ainda existe alguma coisa, que ainda resta humanidade em mim... algum sentimento, seja ele qual for... Não estou morto por completo.
Quando choro, renasço

L

Você pode ser a minha luz, sim... Inclusive deve ser uma parte da luz que me falta... Mas não quero acabar te ofuscando...
Tenho medo.
Sim, medo mesmo. Mas esse medo, ao contrário dos outros, eu quero manter...
Por enquanto...
Você é luz pra mim, feixe de luz que consegue iluminar parte do meu rosto, em prantos ou não, que arranca um sorriso da minha cara  quando não tenho motivos aparentes pra sorrir...

Metade de nós.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

.Pedaço

 Onde foi que me perdi? Quando? E como? Como deixei isso acontecer? Cadê aquele cara alegre, animado, engraçado, inteligente, expressivo... Feliz, talvez?

Não sei.
Tento acreditar que nem tudo se perdeu... Tento não acreditar nessas mentiras que acredito serem criadas por mim... Tento sorrir, dizer que vai ficar tudo bem... Que isso passa... Tento não ceder à loucura... Mas é quase impossível não se perder mais ainda...

Porque tudo aquilo que você já foi, que você já pensou, que você já teve certeza, que você já sentiu, que você amou... Simplesmente desapareceu... E você está completamente cheio... De vazio...

Alma turva... Indiferente a tudo... A angústia te consome... E o desespero indescritível te sufoca!... Pensa em tudo e pensa nada ao mesmo tempo... A incerteza te imobiliza, o medo te enjaula, a vergonha te estrangula... E você não sabe mais se está rindo ou se está chorando, ou o porquê disso...  Vontade? A única que tenho é a de ter vontade... Quero querer... Qualquer coisa que me faça me sentir um pouco mais vivo...

E a luz? Mais te ofusca do que ilumina... E você tenta fazer de tudo pra não se acostumar com a escuridão! E os cheiros, os gostos, as formas, as cores, os gozos, as pessoas e a vida que corre lá fora...

Passam...

Passam e não te levam... Assim como o tempo... Que demora, mas voa! E as horas se misturam com as semanas que se fundem com meses, que escorrem pelas suas mãos frias... E no final, você olha pra trás... E não vê nada! Como se tudo estivesse num maldito ciclo! E você preso dentro dele! Perdido em si.

Você se sente uma merda.
Mentira...
Merda fede...
Você não tem cheiro, não tem forma, não tem pulso, não tem vida... Você é Ausência.

Não tenho forças nem para gritar.
E as lágrimas já não têm motivos para rolarem... Mas mesmo assim escorrem pelo seu rosto pálido, fosco... Como se fossem esperanças descartadas.

A tristeza não chega nem aos pés disso... Talvez isso seja um pedaço da Morte...