A dor. Não imagino o que seja realmente a dor. Mas creio que é algo que aperta, machuca, fere (muitas vezes profundamente e deixa cicatrizes eternas - quaisquer que sejam estas). Imagino algo escuro, onde penso não ter escapatória; sem fuga. Sem fim. Pode ser mínima ou intensa. Pode me fazer chorar, rir para não chorar... Pode me fazer chorar por alguém que se foi, ou alguém que nunca veio (e não virá). Causada por algo, acidental ou propositalmente, ou simplesmente por alguém que te feriu (normalmente internamente - como uma facada no peito, e quando retirada só resplandece o vazio no lugar escuro). Mas com o tempo, outro alguém, ou um médico - ou Deus - preencha esse vazio (aos poucos, eu sei) e faça com que eu me sinta melhor, amenize a dor. Pode ser uma dor boa, resultado de uma conquista... O alívio de uma dor não significa o fim dela, e o começo, não significa que vai ser para sempre. Uma dor de saudade, por exemplo, é saudável quando não muito árdua. Só não se deve dizer que se sente a dor do outro ou pelo outro. Isso não existe. A minha dor jamais será a sua dor, e pode ser que nem doa em você. O sentir de cada um é diferente - completamente. Pensar, agir, responder e corresponder, ouvir... é de cada um. E cada um não sou eu. Então me deixe em paz com a minha dor.
(Adaptado de um texto meu de 17 de Maio de 2010)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Se expresse também: